Kiumba
IRMÃO MUITAS PESSOAS MALDIZEM A UMBANDA, QUIMBANDA E CANDOMBLÉ DEVIDO ESTE FATO, NUMA RELIGIÃO PROTESTANTE OS KIUMBAS SE MANIFESTAM DIZENDO SEREM NOSSOS AMADOS EXUS, DENEGRINDO A IMAGEM DE GUARDIÃO, TOMANDO O LADO ERRADO DE DEMÔNIO!
Kiumbas, Quiumbas ou Exus-pagãos , são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódiodoentio. Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Este baixo astral é uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças,sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os Kiumbas se comprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos.
Os Kiumbas, por não terem leis nem regras, podem se manifestar dentro de uma corrente de Kimbanda, Batuque e demais, quando a conduta for deturpada pelo médium, podendo inclusive tomar o lugar do Exu Guardião de um médium de má conduta mediúnica.
É comum médiuns que trabalham com magia negra, feitiçarias e afins terem afastadas as suas próprias entidades, que atuam somente nas leis de DEUS, e serem substituídas por pseudo-entidades que se apresentam como se fossem as suas entidades, mas são Kiumbas.
Mediunicamente, quando um Kiumba assume a frente da mediunidade de uma pessoa, devido a sua má postura e opção pelo mal propriamente dito, a vida desta pessoa tende a envolver-se de doenças, rebeldias, vícios, deturpação sexual, aversão social e intolerância ao meio, afundando-se em trevas de seus próprios desejos e vaidades.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
NOSSO COMPADRE
Poema de Exu (Jorge Amado)
Não sou preto; branco ou vermelho; Tenho as cores e formas que quiser; Não sou diabo nem santo, sou Exu; Mando e desmando; Traço e risco; Faço e desfaço; Estou e não vou, Tiro e não dou; Sou Exu; Passo e cruzo; Traço, misturo e arrasto o pé; Sou reboliço e alegria; Rodo, tiro e boto; Jogo e faço fé; Sou nuvem, vento e poeira; Quando quero, homem e mulher; Sou das praias, e da maré; Ocupo todos os cantos; Sou menino, avô, maluco até; Posso ser João, Maria ou José; Sou o ponto do cruzamento; Durmo, acordo e ronco falando; Corro, grito e pulo; Faço filho assobiando; Sou argamassa; De sonho carne e areia; Sou a gente sem bandeira; O espeto, meu bastão; O assento ? O vento; Sou do mundo, nem do campo; Nem da cidade; Não tenho idade; Recebo e respondo pelas pontas; Pelos chifres da nação; Sou Exu; Sou agito, vida, ação; Sou os cornos da lua nova; A barriga da rua cheia; Quer mais ? Não dou; Não tou mais aqui!
Um dos oriki de Exú diz isso claramente:
Exú faz o erro virar acerto e o acerto virar erro
Quando sentado sua cabeça bate no teto;
de pé, não atinge sequer a altura do fogareiro
Exú transporta numa peneira o azeite que
comprou no mercado e o aceite não escorre
dessa estranha vasilha.
Matou um pássaro ontem com a pedra que atirou
hoje.
Quando zangado pisa na pedra e ela sangra
Através deste oriki é que chegamos a conclusão que a palavra impossível não existe para Exú. Costumam dizer que o dia
consagrado a Exú é a segunda-feira, mas, na minha opinião todos os dias são consagrados a ele. Por isso. É obrigação de
todos aqueles que foram iniciados no Candomblé saudá-lo todos os dias.
Láaròyè Exú
domingo, 4 de setembro de 2011
exú bará
ABERTURA DE CRUZEIRO
PARA AS CASAS DE SANTO QUE POSSUEM OS BARÁS ASSENTADOS NO DIA DE SEGUNDA FEIRA É FEITO O RITUAL DE ABERTURA DE CRUZEIRO OU SEJA TODOS OS SERVIÇOS RELIGIOSOS EXECUTADOS DENTRO DO YLÊ BEM COMO OS PEDIDOS FEITOS POR TODOS DEVE SER LEVADOS E ENCAMINHADO PELO ORIXÁ RESPONSÁVEL, BARÁ, TEM TAMBÉM ASPECTOS DE DUPLA FUNÇÃO RETIRAR AS CARGAS EXISTENTES PELO ACÚMULO DA SEMANA BEM COMO APROXIMAR ENERGIAS POSITIVAS DE MOVIMENTO E PROGRESSO...
sábado, 3 de setembro de 2011
laroyê
Assim é Exu
Assim é o Guardião
As vezes alegre;
As vezes assustador;
As vezes temido;
As vezes amado;
Mas sempre ouvidos a quem quer que seja;
Sempre leal aos seus amigos;
Honesto com seus cultuadores;
Combatedor da maldade no mundo;
Sempre forte e destemido;
Gozador e franco;
Sustentador do livre arbítrio do homem;
Muitas vezes renegado;
Mas sempre chamado!Assim é Pomba Gira
Senhora poderosa das encruzilhadas;
Dama de todos os caminhos;
Amada e as vezes temida;
Patrona das ruas;
A força e o Axé;
A beleza dos nossos caminhos
Sempre Alegre e franca
Nunca esquecida ...
Sempre Lembrada;
Assim é o Guardião
As vezes alegre;
As vezes assustador;
As vezes temido;
As vezes amado;
Mas sempre ouvidos a quem quer que seja;
Sempre leal aos seus amigos;
Honesto com seus cultuadores;
Combatedor da maldade no mundo;
Sempre forte e destemido;
Gozador e franco;
Sustentador do livre arbítrio do homem;
Muitas vezes renegado;
Mas sempre chamado!Assim é Pomba Gira
Senhora poderosa das encruzilhadas;
Dama de todos os caminhos;
Amada e as vezes temida;
Patrona das ruas;
A força e o Axé;
A beleza dos nossos caminhos
Sempre Alegre e franca
Nunca esquecida ...
Sempre Lembrada;
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
EXU PINGA FOGO
(Thamuz) - Exu de serventia de Yorimá (Pretos-Velhos "o primado da Magia"). Este chefe de Legião tem sua característica no trabalho que realiza no corte de bozós - trabalhos de magia negra na calunga(cemitério, casa grande, reino do pó etc.). Também atua no corte de correntes vindas de almas penadas, aflitas, desesperadas. Corta tudo que for relacionado que se usa menga, ejé (sangue) de sacrifícios de animais, bonecos, agulhas, dedal, alfinete, enfim, tudo que se relaciona com o Reino do Bruxedo. São conhecidos como Exus das Almas, tão decantados, mal interpretados e mistificados. Um exemplo de atuação dos exus das almas é exatamente no cemitério pois lá entra quem já não pode sair e muitas vezes não queria estar lá (também acontece de não saber do que acontece mas aí é um outro caso) então se renegam e tentam "tumultuar"; outro sim, seres e larvas astrais que desejam mais do que nunca reformarem seus corpos astrais necessitam de carbono e onde há muito carbono? Isso, lá na calunga, com sangue, vísceras e tudo o que pode ser usado por eles para se "alimentarem". Também estão, os exus das almas, onde há cruzeiros, profusão de sangue (abatedouros) e em portais de comunicação com outros mundos.
Caminhos
Caracteristicas
| Arma | Trabalha muito com ervas, punhais, fitas, crânio(imagem de barro) |
|---|---|
| Bebida | conhaque, Whisky, marafo |
| Erva | Bananeira |
| Fuma | Charutos e cigarrilhas |
| Guia | preta e branca com imagens de caveiras |
| Indumentária | capa roxa por dentro e preta por fora, com bordados em dourado |
| Metal | Chumbo |
| Mineral | Ônix preto bruto ou hematita |
Pontos Riscados

Pontos Cantados
Escudo Fluídico

Esta Entidade obedece à força deste triângulo fluídico riscado com pemba vermelha e com uma das pontas da seta riscada que atravessa o triângulo, de frente para o ponto cardeal LESTE ou NORTE. O pano sobre o qual deve ser riscado é de cor cinza-escura, cortado em forma triangular. Leva velas ímpares para pedidos de ordem espiritual, ao longo desta seta que corta o triângulo, distribuídas de acordo, e velas pares para pedidos de ordem material, ao correr do risco em forma de V que está dentro dele. Aceita álcool ou aguardente em copo de barro e charutos em pratos de barro, acesos em forma de leque, com os lumes para o exterior. Aceita flores de trombeta e folhas de pinhão-roxo, em torno da oferenda que deve ser feita aos sábados, entre nove horas e meia-noite, nos campos, capoeiras e matas, e nunca nas encruzilhadas de rua. Essa oferenda pode ser feita em qualquer tipo de encruzilhada.
REFLEXÃO E PRECE
(Boletim Doutrinário do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz)
O PESO DA MEDIUNIDADE1
"Se vocês desenvolvem a parte espiritual, se querem aprender a receber a sintonia - seja dos caboclos, pretos-velhos, ou qualquer das falanges trabalhadoras da Lei da Pemba - devem também aprender que efeito isso traz se o médium não está preparado.
Não basta só a fé e a boa intenção, mas a consciência também é necessária. Consciência de que a verdadeira sintonia com o plano astral, no sentido de atendimento em prol da caridade, tem que ser baseada na disciplina, disciplina, disciplina - setenta e sete vezes.
É muito bonito o fenômeno espiritual - a paz que os mentores nos trazem, o carinho, a amizade, a dedicação, as curas - mas a disciplina e essa consciência têm que ser exercitadas sempre, sempre. O Rabi da Galiléia disse: "orai, mas vigiai" - essa vigília deve existir sempre.
Quando uma pessoa está para ser atendida por um espírito, ela está depositando toda a fé dela na solução do problema que ela traz ali, naquele momento.
No momento quando vou atender uma pessoa, ela vai jogar para mim toda a responsabilidade do problema e o que eu falar, ela vai fazer.
Agora: o espírito é a água e o médium, a jarra. Se a jarra está suja, a água vai sair suja.
Temos que ter essa consciência porque ela vai agir na sua coroa, tanto na mediunidade consciente quanto na semi-consciente.
Mesmo se o médium tem a semi-consciência total, a responsabilidade também é dele. "Ah, mas eu não me lembro." Você não lembra, mas você está atuando, na sua parte espiritual. Não existe o fenômeno sem a passividade mediúnica.
Com o coração envolvido de amor e olhando no próximo uma pessoa que precisa de evolução, nós podemos chamar as nossas entidades e atender.
Mas devemos ter o cuidado, junto aos nosso guias, de sempre motivar a pessoa para o progresso e para a evolução.
O espírito nunca define a situação para ninguém, isso seria uma transgressão do livre-arbítrio de cada um.
O médium deve ter cuidado, porque as pessoas perguntam e perguntam muito. Elas querem saber de tudo, elas querem a resposta "certa". Elas querem tirar delas mesmas a responsabilidade dos seus próprios atos, inconscientemente, mas é isso que acontece: "eu posso fazer, mas o espírito não me falou pra fazer."
Em todo o setor, o livre-arbítrio é uma lei, seja nos sentimentos, seja nos problemas materiais.
Lembrem sempre, meus filhos, da vigilância e da disciplina, sempre.
Vamos nos livrar da vaidade, a vaidade que leva o médium ao ponto de pensar que, sem ele, não haveria trabalho mediúnico; que se não fosse ele..., que por causa dele..., assim você começa a se distanciar dos verdadeiros princípios do amor. A humildade é a base.
A principal coisa que o médium tem que aprender é amar, amar. "Amai-vos uns aos outros", como o Rabi vos amou.
Que Ogum, com sua força, com suas armas, possa defender o caminho e o propósito de cada um. Que a força desses lanceiros possa iluminar esse trabalho."
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
jurema
O Catimbó-Jurema
Você vai conhecer a força de um rito que começou com os índios, recebeu influência dos cultos afro-brasileiros e ainda se misturou com o catolicismo popular. Magia forte, nascida no Nordeste brasileiro.
Pode ser no terreiro. Pode ser na mesa. Pode ser no chão. Primeiro, os mestres que vivem no mundo encantado, as cidades da Jurema, são invocados com cantigas chamadas "toques". Então, o mestre parte da sua cidade encantada e desce. Ele assume o corpo do juremeiro e sacode para valer.
“É preciso o êxtase para o mestre chegar, para ele vir trabalhar. E isso se faz não só através do canto, em que eu chamo meu mestre, eu canto para ele, mas também através da bebida. Eu preciso beber a Jurema”, explica Luiz Assunção, doutor em Antropologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Luiz Assunção estuda a Jurema há 16 anos. Jurema é uma árvore nativa do agreste e da Caatinga Nordestina. Diz a lenda que essa árvore é sagrada, porque nela a Virgem Maria teria escondido o menino Jesus durante a fuga da sagrada família para o Egito.
A bebida é feita com a casca da Jurema e mais vinho ou pinga. Os outros ingredientes são um segredo que os mais velhos guardam com zelo.
“Ela queima um pouquinho. Pouquinho, mas queima. Dentro dessa garrafa tem jurema. O senhor vai me desculpar, porque eu não posso revelar o segredo”, diz Mestre Geraldo. Para explicar, ele canta: "O trabalho da Jurema, todo mundo quer saber. Como o segredo da abelha, trabalha sem, ninguém ver".
Seu Geraldo, 84 anos, é um dos últimos grandes mestres do Catimbó-Jurema na cidade de Natal, uma linhagem que inclui uma simpática senhora de 87 anos, Mestre Olívia Muniz. Ela canta: “A ciência da jurema mora debaixo do chão. Pertence ao poder da mente. Quem tem a chave dela é o grande rei Salomão”.
“É uma ciência, uma ciência grande, muito grande”, garante Mestre Carol. Juremeiro há mais de 50 anos, ele apresenta seu mestre: Preto José Pilintra. E descreve o que sente quando essa entidade mágica se aproxima. “Eu sinto, eu vejo quando ele chega”, explica.
Zé Pilintra aparece nas imagens desta reportagem supostamente incorporado em um mestre da nova geração, Mestre Marconi, que trabalha na linha da Jurema de Mesa. Um arranjo na mesa simboliza as cidades mágicas da Jurema, onde vivem os mestres invisíveis.
“É a cidade da Jurema, que traz toda a força para os discípulos mestres, que vêm ao redor. A água é um elemento importante, porque é ela quem traz a força da natureza”, esclarece o mestre.
“É um mundo imaginário, sobrenatural, que está em outro plano, no que eles chamam de plano encantado”, afirma o professor Luiz Assunção.
A chamada "gira" de Jurema ocorre dentro de uma casa comandada pelo Mestre Jeová , filho espiritual de Mestre Carol. Durante o ritual, chegam ao terreiro os caboclos juremeiros. A Mestre Luziara é uma princesa da Jurema.
“É como se meu corpo começasse a ficar dormente e eu me apagasse. Não me lembro do que se passa. Para mim, a jurema é sagrada, é preciosa”, observa ela.
O escritor e professor de São Paulo Reginaldo Prandi, especialista em religiões afro-brasileiras, assistiu aos ritos mostrados nesta reportagem.
“Quando os mestres se incorporam, eles têm sempre um objetivo básico, que é atender as pessoas e aplicar certas receitas, que são receitas mágicas, de uma medicina muito antiga, religiosa”, comenta o especialista.
Mestre Melque trabalha com a chamada jurema de chão. O chocalho, ou maracá, e o canto em círculo lembram a origem indígena deste rito. Mas evocam também a época em que os praticantes desta religião eram perseguidos pela polícia.
“O mundo religioso afro-brasileiro sempre foi perseguido, sempre foi visto como uma prática religiosa inferior, como uma prática relacionada ao mal, à feitiçaria”, lembra Luiz Assunção.
“Eu lembro que fui preso muitas vezes“, conta Mestre José Clementino.
Para se esconder da polícia, o rito era realizado com todos abaixados, escondidos na mata. Não se podia tocar tambores; apenas os maracás.
“Muitos têm a Jurema como um bicho, mas a jurema não é nada disso. Ela é paz, luz, amor e caridade”, resume Mestre Geraldo.
“Esse mundo religioso precisa ser respeitado”, defende Luiz Assunção.
Pode ser no terreiro. Pode ser na mesa. Pode ser no chão. Primeiro, os mestres que vivem no mundo encantado, as cidades da Jurema, são invocados com cantigas chamadas "toques". Então, o mestre parte da sua cidade encantada e desce. Ele assume o corpo do juremeiro e sacode para valer.
“É preciso o êxtase para o mestre chegar, para ele vir trabalhar. E isso se faz não só através do canto, em que eu chamo meu mestre, eu canto para ele, mas também através da bebida. Eu preciso beber a Jurema”, explica Luiz Assunção, doutor em Antropologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Luiz Assunção estuda a Jurema há 16 anos. Jurema é uma árvore nativa do agreste e da Caatinga Nordestina. Diz a lenda que essa árvore é sagrada, porque nela a Virgem Maria teria escondido o menino Jesus durante a fuga da sagrada família para o Egito.
A bebida é feita com a casca da Jurema e mais vinho ou pinga. Os outros ingredientes são um segredo que os mais velhos guardam com zelo.
“Ela queima um pouquinho. Pouquinho, mas queima. Dentro dessa garrafa tem jurema. O senhor vai me desculpar, porque eu não posso revelar o segredo”, diz Mestre Geraldo. Para explicar, ele canta: "O trabalho da Jurema, todo mundo quer saber. Como o segredo da abelha, trabalha sem, ninguém ver".
Seu Geraldo, 84 anos, é um dos últimos grandes mestres do Catimbó-Jurema na cidade de Natal, uma linhagem que inclui uma simpática senhora de 87 anos, Mestre Olívia Muniz. Ela canta: “A ciência da jurema mora debaixo do chão. Pertence ao poder da mente. Quem tem a chave dela é o grande rei Salomão”.
“É uma ciência, uma ciência grande, muito grande”, garante Mestre Carol. Juremeiro há mais de 50 anos, ele apresenta seu mestre: Preto José Pilintra. E descreve o que sente quando essa entidade mágica se aproxima. “Eu sinto, eu vejo quando ele chega”, explica.
Zé Pilintra aparece nas imagens desta reportagem supostamente incorporado em um mestre da nova geração, Mestre Marconi, que trabalha na linha da Jurema de Mesa. Um arranjo na mesa simboliza as cidades mágicas da Jurema, onde vivem os mestres invisíveis.
“É a cidade da Jurema, que traz toda a força para os discípulos mestres, que vêm ao redor. A água é um elemento importante, porque é ela quem traz a força da natureza”, esclarece o mestre.
“É um mundo imaginário, sobrenatural, que está em outro plano, no que eles chamam de plano encantado”, afirma o professor Luiz Assunção.
A chamada "gira" de Jurema ocorre dentro de uma casa comandada pelo Mestre Jeová , filho espiritual de Mestre Carol. Durante o ritual, chegam ao terreiro os caboclos juremeiros. A Mestre Luziara é uma princesa da Jurema.
“É como se meu corpo começasse a ficar dormente e eu me apagasse. Não me lembro do que se passa. Para mim, a jurema é sagrada, é preciosa”, observa ela.
O escritor e professor de São Paulo Reginaldo Prandi, especialista em religiões afro-brasileiras, assistiu aos ritos mostrados nesta reportagem.
“Quando os mestres se incorporam, eles têm sempre um objetivo básico, que é atender as pessoas e aplicar certas receitas, que são receitas mágicas, de uma medicina muito antiga, religiosa”, comenta o especialista.
Mestre Melque trabalha com a chamada jurema de chão. O chocalho, ou maracá, e o canto em círculo lembram a origem indígena deste rito. Mas evocam também a época em que os praticantes desta religião eram perseguidos pela polícia.
“O mundo religioso afro-brasileiro sempre foi perseguido, sempre foi visto como uma prática religiosa inferior, como uma prática relacionada ao mal, à feitiçaria”, lembra Luiz Assunção.
“Eu lembro que fui preso muitas vezes“, conta Mestre José Clementino.
Para se esconder da polícia, o rito era realizado com todos abaixados, escondidos na mata. Não se podia tocar tambores; apenas os maracás.
“Muitos têm a Jurema como um bicho, mas a jurema não é nada disso. Ela é paz, luz, amor e caridade”, resume Mestre Geraldo.
“Esse mundo religioso precisa ser respeitado”, defende Luiz Assunção.
vamos ler e praticar
O que posso Fazer?
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim."
Sorria.
Mas não se esconda atrás deste sorriso.
Mostre aquilo que você é. Sem medo.
Existem pessoas que sonham.
Viva. Tente.
Felicidade é o resultado dessa tentativa.
Ame acima de tudo.
Ame a tudo e a todos.
Deles depende a felicidade completa.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distância e, sim uma aproximação.
Aceite a vida, as pessoas.
Faça delas a sua razão de viver.
Entenda os que pensam diferentemente de você.
Não os reprove.
Olhe à sua volta, quantos amigos...
você já tornou alguém feliz?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Não corra... Para que tanta pressa?
Corra apenas para dentro de você.
Sonhe,
mas não transforme esse sonho em fuga.
Acredite! Espere!
Sempre deve haver uma esperança.
Sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute!
Faça aquilo que você gosta. Sinta o que há dentro de você.
Ouça... Escute o que as pessoas têm a lhe dizer.
É importante.
Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo...
Mas não esqueça daqueles que não conseguiram subir a escada da vida.
Descubra aquilo de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente.
Eu também vou tentar.
Sou feliz...
Porque você existe
Assinar:
Comentários (Atom)